O Mito da Caverna e o Surf

 

“Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz.” – Platão.

 

Platão foi um filósofo e matemático da Grécia Antiga que viveu em Atenas, nos anos de 348/347 a.C.. Autor de diversos textos filosóficos, fundador da Academia de Atenas (Primeira Instituição de Ensino Superior do Mundo Ocidental).
 
E o que Platão teria a ver com o Surf?
 
Imagine se o Surfista tivesse medo da luz? Aquela no fim do túnel… É tudo que o surfista procura. A luz. A elevação espiritual a partir do seu cuidado e dedicação com a vida. A harmonia e sintonia com as ondas dependem dessa relação fraternal entre o surfista e a natureza, se tornando tudo natureza, tudo a mesma essência.
 
O quanto o conhecimento é importante?
 
Em uma de sua obras chamada “A República”, Platão descreve um diálogo entre seu mentor Sócrates e Glauco, onde expõe sua ideia sobre a importância de nos libertarmos da escuridão a partir do conhecimento sobre todas as coisas que nos rodeiam.
 
Resumo do Mito da Caverna http://pt.wikipedia.org/wiki/Alegoria_da_Caverna :

– Imagine-se no fundo de uma caverna, acorrentado a uma pedra de frente para uma parede, desde o ínicio da sua existência. Sem conseguir se mover. Na parede a sua frente surgem sombras de outros homens que, do lado de fora, mantêm acessa uma fogueira. Escutam sons que ecoam pelas paredes da caverna e associam, com certa razão, aos homens das sombras. Desse modo, você estando preso aquela situação,começa a acreditar que a sombra é a realidade. Outros estão ali com você na mesma situação, que cresceram e vivem ali como você. Porém chega um dia e você consegue se libertar das correntes. Aos poucos vai se livrando das dificuldades buscando a saída da caverna até descobrir a verdade sobre as sombras, o mundo e toda sua natureza. Acontece que, para Platão, caso você queira voltar à caverna para contar sua descoberta, é possível que corresse alguns riscos como, ser simplesmente ignorado, ser considerado um louco, mentiroso, podendo até ser morto por isso.

 

Mais ou menos o mesmo que acontece quando um surfista tenta explicar a sensação de surfar e viver pelo surf. Qualquer semelhança não é mera coincidência. É como se descobríssemos um mundo totalmente novo e real, percebendo a verdade sobre a natureza, sobre nós mesmos e o todo a nossa volta.

 

Espero que assim possa entender, ou pelo menos dar a possibilidade de uma nova visão a respeito do preconceito direcionado ao surfista a respeito do seu modo de viver e pensar.

 

Mahalo! Raphael Campos.